O livro Cantos Tortos, com poemas deste blog e outros mais, lançado pela Dobra Editorial, está a venda na internet, no link abaixo!
http://www.portaleditora.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=180:cantos-tortos-lucas-bronzatto&catid=1:catalogo&Itemid=4
segunda-feira, 21 de abril de 2014
sexta-feira, 14 de março de 2014
quarta-feira, 12 de março de 2014
De lisonjear..
Além de todas as mensagens de apoio e versos de improviso que recebi nesta curta caminhada do Cantos Tortos nas ruas, compartilho aqui três belos poemas que recebi de amigos poetas, inspirados pela leitura dos versos. Muito obrigado, meus caros! Aí vão eles:
Cantos Tortos
Poesia afiada,
Um machado, uma navalha,
Um espelho estilhaçado,
Na garganta do descaso,
Poesia torta,
Talhada em verso e prosa,
Foice e martelo
No céu cinza de concreto,
Poesia vermelha,
De sonhos, sangue e veias abertas,
Arte poética de los Andes
Também de becos e vielas,
Cantos Tortos,
Poesia de trincheira,
Terrorismo, front,
E vandalismo poético.
(Jayme Perin Garcia)
--
intranquilidade
sonho incômodo
nele éramos todos amigos
próximos
confinados em cômodos
separados de uma mesma casa
que nós
isolavam e excluíam
uns dos outros
um pobre inseto coitado
levava de cela em cela
um barbante que se tornava elo
esticado e amarrado no prego ali do lado
pra cada verso pensado um toque
no barbante que reverberava
por cada canto torto
dos sujos e apertados quartos
ia com o cuidado
de se conter na ideia
linha complexa
curta por outro lado
que não excedesse o trajeto entre verso
e horário
pra segurar o poema só palma aberta
como um mal me quer bem me quer inverso
da mão de cada poeta em verso uma pétala
ressarcida
às flores de todos
os tempos
vai já longe
inseto
me despeço
com o perdão da ingênua ousadia que é lhe ter
e me oferecer pra si
irmão
um incômodo
como fosse um heterônimo
(Ricardo Escudeiro)
--
Crítica ao livro Cantos Tortos do Jornal Enfado Poético-Critico José Joaquim Augusto Reis Encina da prole terceira de D.João dos Anjos Salomão. passeando por Lisboa entre algaravias e muchochos eis qui mi deparo com este simpático livreto numa quitanda católica, como grande resenhista e atirador de pedras que sou resolvi rascunhar impropérios críticos sob essa ousadia literária(direto da Ilha da Madeira de dá em Doido) Cantos Tortos trata de uma homenagem espírita aos vivos e aos mortos, e se você não é vivo nem morto, és torto e caminhas no purgatório da vidamundo e paras não perder a viagem abra uma garrafa de vinho do Porto e saboreie Cantos Tortos. Autor Subcomandante Lucas Bronzeado, Propaganda e Marxs Subcapetão Cabeça.
(Rogério Cabeça)
Cantos Tortos
Poesia afiada,
Um machado, uma navalha,
Um espelho estilhaçado,
Na garganta do descaso,
Poesia torta,
Talhada em verso e prosa,
Foice e martelo
No céu cinza de concreto,
Poesia vermelha,
De sonhos, sangue e veias abertas,
Arte poética de los Andes
Também de becos e vielas,
Cantos Tortos,
Poesia de trincheira,
Terrorismo, front,
E vandalismo poético.
(Jayme Perin Garcia)
--
intranquilidade
para Lucas Bronzatto, autor dos “Cantos Tortos”
sonho incômodo
nele éramos todos amigos
próximos
confinados em cômodos
separados de uma mesma casa
que nós
isolavam e excluíam
uns dos outros
um pobre inseto coitado
levava de cela em cela
um barbante que se tornava elo
esticado e amarrado no prego ali do lado
pra cada verso pensado um toque
no barbante que reverberava
por cada canto torto
dos sujos e apertados quartos
ia com o cuidado
de se conter na ideia
linha complexa
curta por outro lado
que não excedesse o trajeto entre verso
e horário
pra segurar o poema só palma aberta
como um mal me quer bem me quer inverso
da mão de cada poeta em verso uma pétala
ressarcida
às flores de todos
os tempos
vai já longe
inseto
me despeço
com o perdão da ingênua ousadia que é lhe ter
e me oferecer pra si
irmão
um incômodo
como fosse um heterônimo
(Ricardo Escudeiro)
--
Crítica ao livro Cantos Tortos do Jornal Enfado Poético-Critico José Joaquim Augusto Reis Encina da prole terceira de D.João dos Anjos Salomão. passeando por Lisboa entre algaravias e muchochos eis qui mi deparo com este simpático livreto numa quitanda católica, como grande resenhista e atirador de pedras que sou resolvi rascunhar impropérios críticos sob essa ousadia literária(direto da Ilha da Madeira de dá em Doido) Cantos Tortos trata de uma homenagem espírita aos vivos e aos mortos, e se você não é vivo nem morto, és torto e caminhas no purgatório da vidamundo e paras não perder a viagem abra uma garrafa de vinho do Porto e saboreie Cantos Tortos. Autor Subcomandante Lucas Bronzeado, Propaganda e Marxs Subcapetão Cabeça.
(Rogério Cabeça)
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Lançamento do livro
É com muita alegria que divulgo aqui pra vocês o lançamento do meu primeiro livro de poesia, Cantos Tortos, publicado pela Dobra Editorial! Semana que vem, dia 12/02, no Pizzarau no Rio de Janeiro vai ser o primeiro lançamento:
https://www.facebook.com/events/255348007960341/
O Pizzarau é um sarau novo no Rio, muito legal, organizado pelos poetas da casa Su Noguchi, Letícia Brito, Max Medeiros e Slow da BF, galera do bem, que me recebeu muito bem por lá e deu esta oportunidade de divulgar o livro. O lançamento é um dos itens do cardápio do dia, que está muito bem rechado! Confiram na página do evento!
O livro sai do forno direto pra lá, e em breve outros lançamentos em outros lugares vão acontecer também! Divulgo as datas por aqui.
É só chegar!!
Vai ser na Pizzaria La Carmelita - Rua do Rezende, 14, Lapa - Rio de Janeiro
https://www.facebook.com/events/255348007960341/
O Pizzarau é um sarau novo no Rio, muito legal, organizado pelos poetas da casa Su Noguchi, Letícia Brito, Max Medeiros e Slow da BF, galera do bem, que me recebeu muito bem por lá e deu esta oportunidade de divulgar o livro. O lançamento é um dos itens do cardápio do dia, que está muito bem rechado! Confiram na página do evento!
O livro sai do forno direto pra lá, e em breve outros lançamentos em outros lugares vão acontecer também! Divulgo as datas por aqui.
É só chegar!!
Vai ser na Pizzaria La Carmelita - Rua do Rezende, 14, Lapa - Rio de Janeiro
Bobo News
Bobo News
A
poesia seguia pacificamente
cantando
suas palavras da ordem
quando
um pequeno grupo de poetas se infiltrou
cometendo
atos de vandalismo:
Os
baderneiros enfiaram seus dedos em feridas
que
a poesia fingia não existir
e
dali arrancaram palavras ensanguentadas
atirando-as
com violência nos ouvidos dos passantes
O
fedor que saiu dos versos horrorizou
as
metáforas perfumadas e os temas inofensivos
que
ocupavam pacificamente a avenida principal
e
revoltados gritaram:
sem
vi-o-lência! sem vi-o-lência!
As
imagens são chocantes
O
especialista em manifestações da Bobo News
alerta
a população que é importante separar o joio do trigo:
uma
coisa é poesia, outra coisa é baderna
Poesia
tem que ser pacífica, senão é terrorismo
(Lucas Bronzatto)
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Esperança
Esperança
- Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
(Mario Quintana)
Há dias em que o tamanho
da tarefa pesa toneladas na cabeça
Há dias em que a realidade
debocha do sonho
e é difícil conjugar
verbos no futuro
dizer “amanhã”
dizer “venceremos”
Há dias em que não há onde
se agarrar
Nesses dias – confesso –
nunca sei o que fazer
enquanto espero pelo
retorno dela,
meninazinha de olhos
verdes
da pele negra
vestida de farrapos
com seu coração que bate
por outras meninazinhas
sua pintura indígena no rosto
ela sempre volta
voando
fugida de algum jagunço de
latifundiário(Lucas Bronzatto)
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